Novidades do mercado
Cientistas criam filmes comestíveis para embalagens E-mail
Escrito por Administrador   
Sex, 16 de Janeiro de 2015 13:15

Imagine colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica. A película que a envolve é composta por tomate e, ao ser aquecida, vai se incorporar à pizza e fazer parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) que fizeram películas comestíveis de diferentes alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) e recebeu investimentos da ordem de R$200 mil.

“Podemos utilizar rejeitos da indústria alimentícia para fabricar o material, isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada”, afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso, que coordenou a pesquisa, ressaltando que o trabalho de desenvolver filmes a partir de frutas tropicais é pioneiro no mundo.

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens. Aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.

A diferença está na matéria-prima. O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. “O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos”, conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa que participou do trabalho.

Ele explica que os alimentos usados como matéria-prima passam pelo processo de liofilização. Trata-se um tipo de desidratação na qual, após o congelamento do alimento, toda a água contida nele se transforma do estado sólido diretamente ao gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas. Ela pode ser aplicada aos mais diferentes alimentos como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos, o que explica a grande diversidade de matérias-primas comestíveis, o que imprime o sabor e a cor da embalagem.

Mattoso acredita que o plástico comestível também poderá contribuir para reduzir outro problema: o desperdício de alimentos. Além de resíduos em condições de uso que a indústria alimentícia não utiliza, há muitos vegetais que deixam de ser comercializados por não apresentar bom aspecto visual mesmo estando em condições de consumo. “Esses vegetais que iriam estragar na prateleira podem ser matéria-prima para a embalagem comestível”, acredita o especialista que já vislumbra parceiros entre as empresas do ramo para que os resultados alcançados em laboratório seja desenvolvido como produto comercial.

Para ele, a nova embalagem também pode receber matéria-prima de um mercado em franca expansão, o de alimentos prontos. Mattoso conta que esse é um ramo que produz muitos resíduos como cascas e pequenos pedaços. Ele dá como exemplo as chamadas cenouretes que são esculpidas em pequenos pedaços de cenoura. Para o especialista, as sobras desse processo poderiam virar matéria-prima para um plástico com a leguminosa.

Trabalho de 20 anos

O desenvolvimento do material foi fruto de um trabalho de duas décadas, quando começaram os estudos em ciência dos materiais na Embrapa Instrumentação. “No começo, a preocupação era utilizar materiais de fontes renováveis estudando alternativas aos polímeros sintéticos derivados do petróleo,” lembra Mattoso. Para isso, o grupo começou a adicionar fibras naturais a plásticos sintéticos gerando compósitos com os dois tipos de matéria-prima. “As fibras naturais têm componentes como celulose e lignina, chamados de polímeros naturais, pois suas macromoléculas são semelhantes aos polímeros sintéticos”, explica o pesquisador.

Sisal, algodão, juta, fibra de coco e bagaço de cana foram algumas fibras naturais testadas que entraram na composição desses materiais. Os compósitos resultantes apresentaram propriedades mecânicas várias vezes superiores aos plásticos sintéticos. Mattoso conta que, em ensaios de laboratório, eles se mostraram mais resistentes à tração e impactos, além de serem até três vezes mais rígidos que os polímeros 100% sintéticos.


Outra descoberta nessa pesquisa abriu uma oportunidade para o aproveitamento das sobras das indústrias de processamento de fibras naturais. “Para nossa surpresa, os resíduos coletados nas indústrias de processamento, como o pó das fibras naturais, possuíam as mesmas características que a fibra inteira,” diz o pesquisador. Isso significa que, para a formulação de compósitos, as sobras da indústria têm a mesma qualidade que a fibra natural inteira. Mattoso acredita que isso pode gerar um novo mercado a partir do aproveitamento de resíduos industriais do processamento do sisal, juta, coco, algodão e cana-de-açúcar.

A segunda etapa da pesquisa procurou elaborar um material feito totalmente de fontes renováveis, sem adição dos plásticos feitos de petróleo. Foram testados amido, polissacarídeos, derivados de celulose e proteínas para gerar novos materiais.

Antes de chegar ao plástico comestível, a equipe de pesquisa ainda desenvolveu polímeros biodegradáveis. Motivados pela demanda por embalagens que fossem absorvidas pelo ambiente em curto espaço de tempo, os pesquisadores conseguiram obter plásticos de materiais naturais com essa característica. Por fim, chegou a vez dos comestíveis, o que exigiu a incorporação de padrões mais elevados de segurança e higiene no processo de fabricação.

Os pesquisadores realizaram testes adicionando quitosana, polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos. Essa molécula natural tem propriedades bactericidas o que pode aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.

Goiabadas vendidas em plásticos feitos de goiaba, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja que vão direto ao forno e geleias em formato de ursinhos só que elaboradas com frutas naturais. Essas são algumas possibilidades imaginadas pela equipe de Mattoso para as aplicações da nova tecnologia.

Fonte: Embrapa

 

Última atualização em Sex, 16 de Janeiro de 2015 13:17
 
Evonik lança composto para moldagem em PMMA para janelas automotivas E-mail
Escrito por Administrador   
Sex, 16 de Janeiro de 2015 13:10

O polimetilmetacrilato (PMMA) é utilizado há muito tempo em uma variedade de aplicações veiculares, sendo empregado, por exemplo, em lentes para lanternas traseiras e peças não transparentes para carrocerias. Em outras aplicações, ele conquista cada vez mais espaço de mercado. Incluem-se aplicações para o interior de veículos, como elementos decorativos, iluminação ambiente e frisos nas portas. Janelas automotivas de polímeros é um dos campos que oferecem o maior potencial de crescimento.

Redução no peso, liberdade de design e a integração de várias funções diferentes: esses são os principais benefícios das janelas automotivas feitas em polímeros em comparação com o vidro convencional.

A Evonik Industries apresenta um novo composto especial para moldagem, o PLEXIGLAS® Resist AG 100, para a fabricação de janelas automotivas. O PLEXIGLAS® Resist AG 100 é o primeiro composto especial para moldagem em PMMA para essa aplicação. Segundo a Evonik, ele confere a alta resistência à luz UV e à intempérie pelas quais o PLEXIGLAS® já é reconhecido, foi modificado ao impacto e proporciona até 30 vezes a resistência à ruptura do vidro mineral. Os cientistas da empresa também conseguiram reduzir significativamente o haze que ocorre em produtos convencionais modificados ao impacto em temperaturas muito altas ou muito baixas.

Em virtude de seu perfil de propriedades balanceado, o novo composto especial para moldagem atende a todos os requisitos relevantes no segmento de janelas automotivas, afirma a Evonik. PLEXIGLAS® Resist AG 100 também foi aprovado em todos os testes que compõem a regulamentação ECE R43. O relatório dos testes realizados pela Agência de Testes de Materiais de North Rhine-Westphalia está disponível para sistemas baseados no PLEXIGLAS® Resist AG 100 utilizados em janelas laterais traseiras, teto e janelas traseiras.

O novo composto especial para moldagem em PMMA pode ser utilizado em todos os processos de transformação de termoplásticos como moldagem por injeção, moldagem por injeção-compressão ou, ainda, por extrusão com subsequente termoformação de chapas.

O PLEXIGLAS® Resist AG 100 também apresenta excelentes resultados em relação a aplicação do hard coat, afirma o fabricante. Como o material já possui resistência inerente à luz UV e à intempérie, a aplicação do hard coat é feita em uma única etapa e tem como objetivo apenas aumentar ainda mais a resistência à abrasão, que já é satisfatória, do PLEXIGLAS®. Hard coatings aplicados em uma única etapa e adequados ao PLEXIGLAS® foram testados com sucesso e também estão de acordo com as exigências do regulamento ECE R43. Outros termoplásticos menos resistentes à intempérie têm de ser protegidos mediante um processo de revestimento em duas etapas, o que acarreta custos mais altos. A proteção UV aplicada também prejudica o desempenho mecânico do hard coating.

O novo PLEXIGLAS® Resist AG 100 concede liberdade quase ilimitada aos designers quando se trata do desenvolvimento de modelos com linhas curvas. Isso também se aplica a componentes feitos nesse material, que combinam diversas funções em uma única peça.

Afirma a Evonik que outra característica convincente para a indústria automotiva é a ótima avaliação do ciclo de vida do PLEXIGLAS®, que foi determinado e confirmado ao longo de todo o ciclo de vida do produto, de acordo com a norma DIN ISO 14040. E, ao final da vida útil de um carro, o PLEXIGLAS® pode ser totalmente reciclado e utilizado novamente em outras aplicações transparentes.

A Evonik Industries é fabricante mundial de produtos de PMMA comercializados sob a marca PLEXIGLAS® na Europa, na Ásia, na África e na Austrália, e sob a marca ACRYLITE® nas Américas.

Fonte: Evonik

Última atualização em Sex, 16 de Janeiro de 2015 13:11
 
Madeira Plastica Dormentes E-mail
Escrito por Administrador   
Qua, 27 de Julho de 2011 14:26

Dim lights Embed Embed this video on your site

Última atualização em Ter, 31 de Janeiro de 2012 15:43
 
Madeira Plastica E-mail
Escrito por Administrador   
Qua, 27 de Julho de 2011 13:40

  Dim lights Embed Embed this video on your site

Última atualização em Ter, 31 de Janeiro de 2012 15:43
 



XHTML Validation
CSS Validation